Há quem afirme que chegará um tempo, em que a vida como
conhecemos não existirá, logo, muito menos o Planeta Terra...
Nada subsistirá e cairemos no véu do esquecimento
total.
De nada mais, “lembraremos”. Nem de que existimos, nem
de nossa vida terrena, nem de mais nada...
Tudo voltará a ser o que era antes dos primórdios do
nada absoluto?
Porém não podemos afirmar com certeza de que tudo isso
seja a mais pura verdade.
Peço licença e tomo emprestadas as palavras do amigo
Ricardo Alves do blog Luz no Papel:
"Que me perdoem os mais eruditos e principalmente os físicos! Mas meus delírios devem possuir alguma verdade. Concordo que são intuitivos..."
E que me perdoem os esotéricos, os místicos e religiosos...
Muito do que cremos é aceito pela fé que herdamos! No entanto nada impede que divaguemos. Também por intuição externo um pensamento, que se fato ou não, vai de encontro aos anseios da alma, no que diz respeito à nossa existência.
E ao discorrer sobre nossa existência, não temos como
não conjecturar sobre a natureza de Deus e do Universo... Os místicos do
período Talmúdico afirmaram, em contraste com o transcendentalismo Bíblico, que
"Deus é o lugar-morada do universo; mas o universo não é o lugar-morada de
Deus". Possivelmente a designação ("lugar") para Deus, tão
frequentemente encontrada na literatura Talmúdica-Midrashica, é devida a esta
concepção, assim como Philo, ao comentar sobre Genesis Cap. 28, versículo 11 que
diz: "Deus é chamado 'ha makom' (המקום "o lugar") porque Deus
abarca o universo, mas Ele próprio não é abarcado por nada" ("De
Somniis," i. 11).
Creio, porém, que nossa Consciência Individual, ou
seja que definição queiramos dar, transcende além... Por isso, é que aqui
estamos a divagar sobre os mistérios da nossa existência... Não quero ser
precipitado em especular, mas ainda que a Via Láctea seja engolida e destruída
num imenso buraco negro, ou que o imenso universo desapareça, acredito que esta
"substância imaterial" que nos guia, retornará ao TODO, PARA DEPOIS
RESSURGIR EM OUTRO PLANO! Ela apenas ocupou o “pote”, o corpo físico que
evoluiu e que deu fé de si... Ou seja, conscientizou-se de sua existência...
Avadhutika
Anandamitra Acarya em O Segredo da Mente, diz que a
“Consciência Individual semelhante uma porção de água, existe dentro do oceano
infinito da Consciência Cósmica”. Entendi nesse caso, que seria como se esta
porção de água estivesse retida dentro do pote circundado por este oceano. A
água no pote parece separada da água do oceano por causa da limitação física
que os divide – a mente aprisionada no corpo físico. Mas quando o pote se
rompe, as águas se misturam.
É quando a mente é libertada. Não existindo nenhuma
separação entre o interior e o exterior, a Consciência Individual se dissolve
na Consciência Cósmica... Então, liberta de todas as amarras, mais além de toda
vibração e dualidade, o Eu [o Ser imortal] realiza sua verdadeira Glória – sem
nome, sem semblante, imutável, sem princípio ou fim, a bem-aventurança infinita
e a paz eterna, retornando para o TODO.
Transição da Alma
Quando o homem desencarnar dessa matéria,
Quando o homem desencarnar dessa matéria,
E noutra, puder a Deus, sua face
contemplar
Será numa transição, e o fim de toda
miséria,
Numa cósmica substância, sua alma
resgatar.
Pois numa constelação, num halo fulgurante,
Estará quem sabe Deus, pelo mundo passear
Talvez em um planeta, ou num astro
radiante,
Quem sabe duma luz, toda alma
esquadrinhar.
Mas nessa minha visão, fruto de
ignorância,
Penso que o homem, e desde sua infância,
Será em transição, quem sabe um advento!
Creio que essa transição, da substância
evolui,
E mostra para a alma, a rudeza que ontem
fui,
Como o abrir da porta, derradeiro
movimento!












