segunda-feira, janeiro 17, 2011

Clamores (às vítimas)

Agora que nos céus talvez se asilam
As almas pálidas dos lindos encantos
Entre as nuvens que no céu desfilam
Almas sublimes das dores e prantos


E se a carne dilacerada agoniza na terra
Com angústia espalhada do terror maldito
É quando a boca voraz se abre e não erra
Com choros, com ais, com dores e o grito


É nessas guerras mais bizarras
Das águas, clarins e tristes venturas
Nas nebulosas e profundas garras


Que as carnes dos corpos entre tantos
Pelas ilusões mais que radiantes
Descem à terra encharcada de prantos

3 comentários:

**♥✿-franciete-✿♥** disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
**♥✿-franciete-✿♥** disse...

Meu querido amigo que poema mais dolorido mas tão real,
quanta dor vai por esse Pais, quem me dera poder ajudar alguém, apenas posso orar e pedir com fervor ao nosso Deus que tenha clemencia por nossos queridos irmãos.
Adorei te ler mas mais ainda saber-te de volta, beijos de muita luz e muita paz em seu coração tão terno.

Toninhobira disse...

Sensibilidade em sintonia com a solidariedade neste momento que assistimos com tristeza fenomenos da natureza causando transtornos irreparaveis com varias vidas ceifadas.Ficam os versos a confortar esta almas.Bom ter voce de volta maigo.Meu abraço de paz.