segunda-feira, outubro 19, 2015

Infinitude


O caos da matéria no vasto infinito arde,
Em estrelas cintilantes no etéreo divino;
Explosões que abundam na imensidade,
Nos ardentes desejos do eterno destino...

Tamanha visão é este caos atordoante,
Que das nebulosas emitem um fogo halo;
Dão-me pesadelo, quero gritar ofegante,
Suplico acordar, imploro a Deus, não calo!

Misteriosa vastidão do ad infinitum veste,
Tênue penumbra que a matéria esconde,
Morrem as estrelas, está em luto o espaço...

Mistérios a vagar com a solidão celeste,
Enclausurados em meus pensamentos,
Aturdido acordo de vez, a cada dia renasço...


8 comentários:

Edson Carmo disse...

Caos, vastidão, universo... São todas palavras lindas - o que faz esse texto lindo também.

Edson Carmo

Naty e Carlos disse...

"Nunca desista de uma amizade ou de um grande amor só porque a distância os separou; seja paciente com o sol e a lua pois quando se encontram formam um dos fenômenos mais belos do universo.
Bjs Naty

Toninhobira disse...

Bela definição para esta coisa que vem e faz da alma esta fusão de pensamentos e devaneios que bem sabemos culmina no coração,que sempre se abre e vive todas emoções sem se pensar no que virá.Mas o que virá pode vir embalado em papeis coloridos para colorir nossas paixões.Voce é o maximo nestas inspirações.Um abraço amigo.

Lu Cavichioli disse...

Coisa boa te ver novamente na blogosfera! Seja re-bem vindo!rs

Teus sonetos revelam as vozes de tua alma! Lindo demais.

abraços
feliz com tua volta

Lu C.

CÉU disse...

Não sei como comentar seu poema, querido amigo, porque ele está tão real, tão verdadeiro, infelizmente, e o mundo anda em tamanha confusão, contusão e convulsão, que eu fico pairando naquela camada da atmosfera, que, se calhar, nem existe, dando e recebendo afetos, estrelas e sorrisos.
Continuo uma sonhadora, com os pés assentes na terra, sempre k necessário.
Os poetas têm de ser versáteis, e você o é. Me estou lembrando de seus sonetos de amor. Você se lembra? Eu o conheci como um poeta romântico, embora seu outro blog tivesse uma temática "tétrica", que sempre me assustou, e por isso, lhe pedia a sua mão para segurar a minha. Lembra? fico esperando que, um dia desses, poste aqui um poema, daqueles, a k já estava habituada.


ODE

Descem, desassossegadas, tuas mãos
procurando caminhos e labirintos
tateando poros e sinais assustados
lambendo e depois sorvendo, pormenores
que vão cedendo e se abrindo, sorrindo
numa cumplicidade já lida e reconhecida.

(Céu)


Dias e noites felizes.

Beijo.

CÉU disse...

António,

O vídeo que colocou "casa" na perfeição com seu soneto.
Nessa camada infinita da atmosfera é k nós estaríamos bem, só k não sei se haverá lá oxigénio.

Beijos. Espero você!

Maria Rodrigues disse...

Maravilhoso soneto.
Beijinhos
Maria

CÉU disse...

Minha alma errante, sôfrega, louca, deambula
nos rios e mares da tua ternura e tua loucura
que quero só minhas, assim, em jeito de amante
daquela que ama e é amada, fiel, desinteressada.

Que me importa o mundo, esse abismo tão profundo!
Que digam, que falem, que intentem, que inventem
porque eu não tenho princípio, nem meio, nem fim
Sou assim, como o céu imenso, que guardei para ti.

Vem cá, Amor! Pega, toma e junta ao teu doce peito
que sabe decifrar, compreender, assimilar. Perfeito!

Olá, António!

Agradeço sua visita e carinhoso comentário, tal como os versos deixados. São seus, portanto, são tesouros.

Boa semana.

Beijos, com carinho e mta amizade.