domingo, janeiro 30, 2011

Loucura de uma Mãe

Esta poesia seria para apresentá-la na data passada dos Dia das Mães. Não tive coragem.
Ela foi escrita de um relato verídico, contado por uma pessoa, que em sua adolescência presenciou certo acontecimento.
Isso foi há muito tempo, na cidade onde nasceu. Segundo ela, a criança já nos seus últimos suspiros, chorou de uma forma estranha nos braços da jovem mãe...
Foi quando fechou seus olhos para nunca mais...


De uma história triste e comovente,
Com o mais profundo amor imenso
De jovem mãe, amorosa, persistente,
Um enredo macabro, febril e intenso...

A jovem mãe, em sua sagrada missão,
Perdera o bebê, o primeiro, o infante;
Pranteia em loucura, soluço e paixão,
Expondo um fervor de amor delirante...

Imagino a mãe suplicando em prantos
Diante de Deus, aflita e inquietante...
-Onde está a graça de lindos encantos,
Que a morte roubou do meu lindo infante?

Loucura, raiva, ais, e odiosa tragédia!
A mãe agitava o corpo do filho em vão...
Mortalha maldita, e lúgubre comédia!
Clamava em dor, numa triste canção...

E em loucura extrema, toma o cadáver do seu anjo!
Embala feliz no leito de sua cama o pequeno ente...
Ali adormece com ele tranqüila serena e sem pranto,
Em paz para sempre, o sono eterno do seu inocente...

Um comentário:

Anônimo disse...

"Com o sono de seu lindo infante
Ficou sua mãe em estado dormente
Ha vinte e tres anos, ela a vida não sente
Pois de todas as dores, abraçou-lhe a mais forte
Que foi a perda de seu filhinho inocente..."

Com seu filhinho
Desfalecido em seus braços
Naquela eterna noite,
Quando nenhuma palavra
Nenhum ser humano
Seria capaz de entender
O incompreensível...
Foi quando pensou também ter parado
O pulsar de seu próprio coração...

Então tudo paralisou
Uma única lágrima rolou...
Seguiu aquela lágrima
Aquela única lágrima...
Que se cristalizando no tempo
Abriu a ela um portal
Transcendeu a dor
E prostrou-se perante
A magnitude daquele Anjo
No colo de Jesus Salvador.

*Poeta, obrigada por esse poema, que mesmo sem o saber, sem conhecer a minha dor, você versejou como se tivesse presenciado as cenas vividas por mim a vinte e tres anos atras...