Nasceu em Lisboa, dia 19 de Maio de 1890, um de meus poetas prediletos.
Perdera a mãe aos dois anos de idade, e isso de certa forma o tornou um
tanto depressivo no decorrer de sua vida.
Em 1911 matricula-se na Faculdade de Direito de Coimbra e,
no ano seguinte, transfere-se para Universidade de Paris para
dar continuidade ao curso de Direito, que não conseguiu concluir.
Ainda em 1912 publica a peça teatral “Amizade” e o volume de novelas “Princípio”.
Nessa época, começa a corresponder-se com Fernando Pessoa.
Nessas correspondências, já é refletido o sintoma dos seus problemas
emocionais e as idéias de morte e suicídio.
Mário de Sá Carneiro e sua obra estão mesclados com sua vida pessoal,
revelando toda uma insatisfação com o mundo, e uma constante busca pelo eu interior.
Isso causou uma série de conflitos ao ponto de escrever à Fernando Pessoa, seu amigo.
Sá Carneiro então, já demonstrava uma dose de extremo pessimismo
em relação à sua própria vida, ao ponto de se suicidar em 26 de Abril de 1916.
Tudo isso fora relatado em carta à Fernando Pessoa,
o que de fato ocorreu num quarto do hotel Nice em Paris.
Em sua homenagem, dedico esses versos:
Mário de Sá Carneiro – 1890-1916
Minha alma silenciosa vê tua fotografia...
Senti uma dor, tão estranha e piedosa,
De sentimentos ocultos que eu nutria;
Por tua vida de tormento, fatalista ansiosa...
Em teu rosto sereno, delineado em tristeza,
Minh’alma se derrama daquilo que sentia
E tanta compaixão por ti, de uma pureza,
Ao me envolver em doce e sutil melancolia...

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