quinta-feira, março 31, 2011

Visão Encantadora

Tens na alma, graciosa e afagadora,
Mundos que adentrando vou sentindo.
Tens encantos de uma graça redentora,
De carícias que nos une e é tão lindo.

Meu amor... Que doces enlevos da lua
Transbordam em sonhos virgens serenos
Com fúlgidos clarões e de belezas tua
Com perfumes sutis, formosos plenos?

É uma cintilante veste que te conduz
Com adornos de brancas margaridas
Com auréolas brancas que nos seduz
Entre as pérolas sagradas aparecidas!

Beleza delicada e forma alabastrina!
Menina flor, dos lânguidos carinhos.
Tens o aroma que desperta e alucina
Como aroma virginal de doces vinhos...


Crédito da Imagem:
httpwww.joaquimevonio.comespacolenya_terralenyaterra.html

terça-feira, março 29, 2011

Em teu Seio...

Lá nos pélagos da terra no mais fundo
Lá no seio acolhedor das nossas vidas
Ouço murmúrios d’anjos pelo mundo
Como o murmúrio d’almas esquecidas

Ouço teus clamores santos imaculados
Como os soluços dos prantos pelo frio
Ouço ainda os prantos ocultos velados
Como prantear secreto de águas no rio

É do amor mais puro esta rosa agraciada
Do consolo e dos esquecimentos tardios,
E dos anseios de minh'alma apaixonada...

Anjo que harpeja pelos céus sonolentos!
Com teu vulto sacrossanto e amoroso,
Dá-me dos teus doces acalentamentos...

segunda-feira, março 28, 2011

Fantasmas da minha Ópera

Num teatro vazio, deixo os conflitos lá fora,
Pois no palco da minha vida, querem atuar.
Meus conflitos quais fantasmas duma ópera,
Querem uma trama, neste palco consumar.

Lá fora a vida passa, e passa aqui também,
Mas não era essa peça que queria apresentar.
Talvez comédia ou um drama, não sei bem...
Queria nesse palco, muito mais que te amar.

Pensamentos, fantasmas que perambulam,
Num cenário de uma natureza hoje morta,
Onde era uma vez, um dia foi, não importa...

Não vieste ver-me encenar... Que tristeza!
O script foi o meu coração, enredo de mim,
Ao apagar das luzes, fechada a cortina, Fim...

sábado, março 26, 2011

Tua Ausência

Tens a essência graciosa das flores
Nos sonhos dos mundos infindos
De encantos, de histórias e amores
Carícias de corpos, singelos e lindos

Por entre flores singelas de encanto
Por entre os brilhos da luz radiante
Entre perfumes do lírio, e um tanto
Por entre o sonho de amor exultante...

Busquei-te nos sonhos de outrora
E em cada ser, para ver se eras tu
Nos mundos, nas letras, poemas afora...

Findou-se o dia do amor que verti
Forjado na alma contrita do sonho
Restando poemas do amor que vivi...


quarta-feira, março 23, 2011

No Outono

Junto ao Outono é que floresce a vida
Vicejam nas folhas, os almos encantos
Os doces eflúvios, singelos quebrantos
Na languidez de uma flora adormecida

De tal forma os dias ermos solitários
Cingem de encanto sagrado da essência
Cobrem de âmbar e cândida existência
Na transfiguração dos campos vários

Em tons de sépia e fúlgida imagem
Reveste-se o chão de singela paisagem
De cores amenas e mórbidos letargos...

Eis que surge o arrebol, luzindo na hera
Com imagens de uma estranha quimera
Em um sonho de amor e doces afagos...


*Imagem Glimboo.com

segunda-feira, março 21, 2011

Amorosa e Santa

 No santo alvor que um raiar nascia
Teu ser imortal e de humana veia
Como que vingar de uma lua cheia
Como que surgida de tenra alegoria...

As letras imortais e sublime fantasia
Deram-te inspirações da serenidade
Para galgar na mais sutil felicidade
Que em tanto amor, com amor nutria...

Dos astros e muitas estrelas cobrindo
Do éter ao sonho e do amor tão lindo
E com a vibração que em ti verteu...

Foram do santo alvor e um luar envolto
Que teu ser angélico nas esferas solto
De estrelas plangentes o teu ser nasceu...

Minha homenagem à Florbela Espanca


Florbela Espanca, poetisa portuguesa, nasceu em Vila Viçosa, em 8 de Dezembro de 1894 em Matosinhos, e faleceu em 8 de Dezembro de 1930
Foi batizada com o nome Flor Bela Lobo .
Sua vida de trinta e seis anos de idade foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que soube transformar em poesia do mais alto requinte, e carregada de uma boa dose de erotização, feminilidade e panteísmo .
Acredito que para os padrões da época, Florbela já era uma mulher convicta de seus ideais, e para mim, estava na vanguarda dos ideários femininos, simbolizando um dos expoentes da literatura mundial.
No dia 8 de dezembro de 1930 às duas horas da manhã, dia do seu aniversário, Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”.

FONTES:
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/projtelecolab/tintalusa/
numerodois/tl3.html

domingo, março 20, 2011

Lacrymosa Flor


É impossível descrever tamanha beleza
Nesta flor singela de raras aparições
Não posso mensurar tamanha beleza
No perfume, vertido dos lindos botões

Mas é quando a saudade me abraça
É quando no âmago da minha solidão
Rebusco nos céus, o ar de tua graça
Rebusco no fundo do meu coração...

Ninguém procura, a rosa negra desolada...
-És tão singela, no despertar do alvorecer,
Em ais, em luto, em dores, em espinhos!

Eu te avisto ao som de Lacrimosa melodia
Nas celestiais visões contemplativas
Por onde estavas, entre amores e carinhos...

sexta-feira, março 18, 2011

Meu Anjo...


Quando será que acharei o descanso
Neste chão de melancólicas imagens
Recanto de paz, tristonhas paisagens
Das dores, das angustias e o pranto?

Em vão busquei-te por outros portos
Por entre as dores e sôfregos martírios
Por entre as dores de insólitos delírios
No amontoado de escombros e corpos...

Com a morte no estupor navego
Nas congeladas magnólias enxergo
Entre catalépticas visões de um sonho...

Nestas rimas de púrpura desolada
Minh’alma febril, plangente, fatigada
Repousa enfim do estertor medonho...

quarta-feira, março 16, 2011

Rosa Imortal

Nos túmulos entre flores e esculturas
Há lamentação, sentimentos e prantos,
Há emanações dolentes, e formosuras
Na alma soturna e singela de encantos...

Jaz uma saudade do amor dilacerado
No seio acolhedor e bendito da prece,
É neste carinho imenso de um legado
Que a alma contrita sucumbe e fenece...

Os mármores encerram toda essência
Do amor que carrego na melancolia,
E da tua voz imortal maravilhosa...

Foram enlevos desta triste dormência
Das dormências fatais da nostalgia,
De lembrança adornada com rosa...

terça-feira, março 15, 2011

Poetas

Se não sabes, te digo de um modo distinto!
A sensação que tenho ao ler teus versos
É entrar em teu mundo através de Portas,
Conduzido por ti, nas asas da imaginação...

Bebo teus poemas como água cristalina e pura!
Enxergo fundo nessa água, a beleza de teu ser.
Água doce, fluindo de teus pensamentos aqui,
Jorrando da alma, nos sonhos do bem querer!

Teu poema é pura magia, feito um rio manso,
Ao sabor da fonte, nascida da tua afeição
Que conduz, ao levar-me por esse remanso,
Em som gracioso, lirismo, amor e canção...

Eu leitor, conduzido ao teu reino distante.
Lanço-me ao rio, guiado por teu coração...
Pois teu poema sendo um rio inebriante
É rio inspirador, de sonhos, amor, devoção...

segunda-feira, março 14, 2011

O Poema


Nos sonhos por entre brumas pairando,
Existem delírios, fascínios, amarantos
Com emanações das luzes ora vibrando,
Da alma soturna, e sublimes quebrantos...

São delírios, de um amor transfigurado
Fonte adocicada, perfume e os encantos,
Que vem de um carinho, imenso iluminado
Celestial, silente, vertido em prantos...

As rimas encerram toda nobre essência
Da alma soturna de triste melancolia,
E da inspiração sutil que nem a morte...

Encerram amor singelo da transcendência
E todo este prazer do amor que apetecia,
Para fecundar um poema supremo e forte...


Parabéns a todos os Poetas!

domingo, março 13, 2011

Tormentas

O temporal nos carrega
Através das ruas molhadas
Onde os transeuntes cabisbaixos
Entornados em seus vultos...
Tateando em seus silêncios
E onde lama e lamento se misturam...

São enredos de uma peça
Sem graça, sem brilho, sem luz
Onde alegorias na rua morta
São apenas águas das chuvas,
Das fantasias de si mesmo...
Apenas restos mortais de um poema
Desfeito nas águas turvas...

Não sei se isso é nostalgia...
Não sei se é esse poema,
Soturno e silencioso,
Que ora floresce, na alma fugidia

E tudo acaba no monótono insano
Algo de arrebatador surgindo
Frieza, solidão do tédio humano
Quando de esguelha,
A morte surge rindo...

Mas o poeta que tudo canta
Do esplendor às dores, ais
Colhe por entre as águas
Os prantos nos temporais...

Meus sentimentos ao povo japonês.
Meus sentimentos a todos que estão sofrendo, em virtude das tormentas que ora atinge várias regiões no Brasil e no mundo.

quinta-feira, março 10, 2011

Fado Amoroso


A noute cintilava quando a luz nascia
Na clara vastidão das solidões ingratas
Em cânticos de prelúdio e as serenatas
De alva sonoridade, e tanta melancolia

Mas ainda ouço teu fado com ternura
De tão sublime, merencória nostalgia
Das lembranças, não sei qual foi o dia
E dos cânticos melodiosos de candura

Ah... E por este sinfônico arpejo
Nos incensos dos turíbulos, eu vejo
Teu ser nos aromas de áureos fados

Os sentimentos lutuosos retornam...
Os plenilúnios em minh'alma choram
Guitarras, cantorias, tua voz, afagos...

Créditos da Imagem:
http://poetik4ever.blogspot.com/2009_06_01_archive.html

terça-feira, março 08, 2011

Enlevo Celestial

 Nívea, pulcra, florescida nas margens
Sorri por melífluas celestes figuras...
Das mais alvas imaculadas e puras
Nascida no etéreo de místicas paisagens...

Doçura de amor e ansiosas arfagens
No torpor lívido por entre as brumas...
Numa suavidade de delicadas plumas
Descortinou-se por tenras imagens...

Estranha forma, virginal formosa!
De boca adocicada, sutilmente rosa
Sob teu corpo, paira o céu a clarear...

Permeiam as infinitas nostalgias
Em mistérios de amor e as fantasias
Com perfumes, inebriantes pelo ar...



Imagem: Nascimento de Vênus, Sandro Botticelli, 1485

-Parabéns à todas as Mulheres do Mundo!
 

sábado, março 05, 2011

Alma Peregrina



Quando a fria lapide acampar, 
As preces fervorosas e esta oração; 
Estarão as rosas como a chorar, 
Os sonhos idos, o amor e a paixão... 

Teu ser, compassivo e carinhoso, 
Os anjos harpejam por convulsos dedos! 
Entoam um Salmo, sublime, glorioso, 
Balada melodiosa, poemas e enredos... 

E dentro do leito, lágrimas e memórias, 
De todos os sonhos, pueris, imaculados, 
São melodias, sublimes e merencórias... 

É quando verte do céu, uma música divina! 
-Rosa das Flores, que pelas flores murmura, 
Tua alma por entre elas, passeia e peregrina...


quarta-feira, março 02, 2011

Partitura da Rosa



Meiga flor, rosa linda e delicada!
Da ternura, dos luares, esplendor.
Rosa linda, ardorosa, adornada,
Dos prazeres, do incenso, do louvor...

Graciosa, feminina e aveludada,
Na pureza adormecida, linda flor!
Flor serena, radiante, perfumada,
De fragrância adocicada meu amor...



Na beleza revestida dos teus brilhos,
Na sublime sensação da alvorada
Tu revestes uma deusa em delírios
Na canção, que ela canta extasiada!



São belezas de outros tempos, inda mais!
Com prazeres, com delírios, e são tantos
São resquícios de amores que nos trás,
Às lembranças de amores, dos encantos...



Dos aromas de um sonho enfeitado
Que das festas, gloriosas de uma alteza
Que passeiam pelas músicas do fado
Em acordes de sublime natureza!



São os sonhos cultivados num jardim
Que florescem em teu mundo abençoado
São os doces sentimentos que há mim
Que permeiam em um sonho alucinado!



Que as rosas sejam sempre o teu querer
Que fecunde com perfume inebriante
Que abunde em tua alma o alvorecer
Com a graça de uma deusa radiante!



Tua graça, com pureza e na alegria
Em teus seios que te faz agraciada
É essência de teu ser em harmonia
Nos suspiros de uma alma apaixonada!



Nos segredos destas flores dadivosas
Quem me dera para sempre não perder
Quem me dera para sempre com as rosas
Com as letras mais sublimes escrever!



Que em sonhos tua graça me aquece
No silêncio de teu ser em harmonia
Com a graça, e na pureza aparece
Um concerto embevecido de alegria!



Cândida visão, na graça do infinito
E das flores, na beleza e os fascínios
É teu ser, para sempre inaudito
Musa encanto, graciosa dos delírios!

terça-feira, março 01, 2011

Prelúdio de Amor


Doce alma, flor dilacerada, alma pura...
É graça virginal, do amor e das belezas!
Meiga e solitária de silente formosura
Vai por entre sonhos e supremas realezas!

Linda e angelical, adornada com seus véus...
Musa delicada, graciosa, e junto às flores
Do aroma, da luz, dos luares, e dos céus
Dos prelúdios, sinfonias, cânticos, louvores...

Vive, no entanto, enfadonha amargura!
Por entre catedrais, dos delírios e visões...
Dentre o chorar, trêmulo da amargura,
Longe do amor, com as dores e aflições!

E no mais puro amor, que um dia feneceu,
Agraciado seja, o teu ser de amores vastos...
Pois venho com amor, do amor que é só teu
Para escutar, teus silêncios em meus braços...