terça-feira, junho 28, 2011

Graciosa Alma


Que a graça de todo ser humano
Concebida na pura fraternidade
Venha aliviar do tormento e dano
Venha olhar com doçura a caridade

Para que todos quantos no oceano
De tristeza, dos prantos e insanidade
Que dum amor precioso e soberano
Tenha nela tão sublime imensidade

Quem está na graça do amor profundo
E quem abraça a dor de tantos
Mais parecem almas d’outro mundo

É na graça que os anjos compadecidos
Sofrem com os soluços graves
Chorando com mútuos e iguais sentidos



domingo, junho 26, 2011

Sinfonia da Manhã


Na sinfonia da manhã, os pássaros cantando...
Nas árvores ipês, nos cedros e nas paineiras
Renasce o amor, nos versos que vou falando
Renasce no coração, nas flores de laranjeiras

Os versos que escrevi do amor que vou falando
À luz da inspiração, e dos sonhos que sonhei
Em meu coração, há letras que vou guardando
Nos dias primaveris, do amor que tanto amei

Ao som dos passaredos, das flores e uma paz
Vejo em tudo isso, a graça que nos aquece
Na vida que nos conduz, e o amor que satisfaz

De almas serenas e uma paz que tanto pedi
Nos céus divinos, das doces contemplações
 Doces contemplações, e luzes que me sorri!





terça-feira, junho 21, 2011

Alma Linda

Essa beleza sem graça, de pura melancolia
É o espírito mais angélico dos teus prantos!
São bênçãos, são flores, são doces recantos!
-Enxuga tuas lágrimas que tanto te contraria...

Se tu’alma não é a estrela que à noite luzia
Se o que os olhos vêem não é o divino encanto
Que as graças dos anjos te envolva, no entanto
Com os brilhos celestes do céu que bendizia

Soluças na solidão, e choras teus desalentos
És linda pra mim, doce alma entristecida,
Boca murmurejante, angustiada dos lamentos.

Mas tenho por ti um sublime amor intenso
Que em minha alma fecunda e vai nascendo
Em meu peito, tão profundo, quanto imenso!

sábado, junho 18, 2011

Saudosa Aspiração


No cerne profundo de minhas memórias
Carrego uma saudade e tantas melancolias
Ela ressurge das lutas, dos sonhos e glórias
De noites tantas, de tantas quanto os dias...

É ela quem me consome e anestesia!
E com sentimentos febris e amordaçados
Em minh’alma, revolve, enfada, alivia
Nas ilusões dos meus sonhos disfarçados...

Em minh’alma habita um alguém
Olhando num espelho com amor e carinho
Um rosto, uma imagem, ninguém
Que o tempo legou como a flor e o espinho...

Anatomia das recordações e das labutas
Que subtrai o cancro latente d’amargura,
Dolorosa via, mãos dolorosas, impolutas
O tempo arrebata, consome e enclausura...

Faço da saudade meu precioso relicário
Florescendo dos sonhos que ainda resiste,
Quer nos prantos, nos soluços, no velário
Nos acordes de uma nota suave bem triste...

Se o que vejo é de um divinal encanto
De uma beleza, e de sublime nostalgia
Suplico a Deus, sem medo, sem pranto
Por uma beleza, como o sol de outro dia...



*Imagens Google: Pink Floyd, Pulse

 

quarta-feira, junho 15, 2011

Entorpecida


Esta formosura entre as flores, delicada
Com singeleza adormecida e refulgente
No aconchego entre as rosas, enfeitada
É uma beleza, desgraçada e inocente!

É uma dor, que neste cândido momento
Com os encantos divinais da alma flórea
Com as belezas do mais puro sentimento
Verto prantos malfadados desta história...

Pois com sonhos de amor que acalentei
E com as flores mais bonitas que ofertei
E nos enlevos divinais e esfuziantes...

Fiz preces pra adornar os seus caminhos
Com louvores, com lirismos e os carinhos
E este amor mais profundo do que antes...



Na esteira do despreparo do poder público e da sociedade em relação à prevenção e ao tratamento dos efeitos das drogas, o consumo do crack avança com desenvoltura no Ceará e faz multiplicar relatos de sua gravidade na capital e em cidades do interior.
O sociólogo Leonardo Mota, acredita que o interior do Estado não pode ser mais entendido como um “reduto intocado da modernidade“, longe dos progressos e malefícios que dela decorrem e que assim, como o ocorre nos grandes centros urbanos, crianças e adolescentes de municípios mais afastados acabam sendo vítimas de descaso do poder público e da própria sociedade. “Atualmente, os pais, sejam eles de classe baixa, média ou alta, trabalham como loucos para prover muitas vezes o necessário e quase nunca conseguem tempo para os filhos. Existe muito abandono em todas as classes sociais, principalmente o abandono afetivo.”, explica o sociólogo.


Créditos da Imagem:
" Bela Viana Adormecida"


quinta-feira, junho 09, 2011

Libertação

Há almas presas, doridas, encarceradas,
Que destas cadeias, fitam a imensidão,
Cantam a triste sina cruel, aprisionadas;
Nuvens angustiadas, retidas nesta prisão!

Almas vibrantes gorjeiam ora inquietas,
São sinfonias plangentes, mas delicadas.
Almas tristonhas e tantas almas desertas;
Nesta clausura, dormentes e desgraçadas!

Já libertas revoam para outros mundos.
São doces anseios que dentro da alma vão,
Para os céus, risonhos, lindos, fecundos!

São livres agora, revoam na imensidão!
São livres agora no mais sublime além,
Livres hão de voar e levam meu coração!

segunda-feira, junho 06, 2011

Alma Mater




Ainda que a língua dos anjos falasse
E ainda outras línguas, falasse também
Eu nada seria se este Amor me faltasse
Seria apenas falar pra ninguém...

E ainda que o ouro a todos eu desse
E ainda queimasse meu corpo no altar
De nada seria se Amor não tivesse
Se Amor não tivesse pra dar...

Minh’alma transborda entre tantos
Na graça divina e alegres encantos
Nas dores, soluços, ou prantos enfim!

Mas uma harmoniosa virtude desce
Dos céus, e dos anjos que Deus oferece
Do Amor mais Divino que trago em mim!


(I Coríntios 13.1-13 Bíblia Sagrada)
(Amor que Nutre)



Alma Mater é uma expressão de origem latina que pode ser traduzida como "a mãe que alimenta ou nutre".
Retrato aqui a figura de uma mãe, simbolizando este Grande Amor pelo seus filhos.
O termo Alma Mater era usado na Roma Antiga como um título para a Deusa Mãe, e, durante o Cristianismo medieval para aludir à Virgem Maria. Embora hoje, este termo seja utilizado para referir-se à universidade, podemos usar o termo como a Mãe Natureza, que a todos alimenta e sacia amorosamente, apesar de todo crime cometido em nome de um progresso devastador e insano.

*Imagens Google


sábado, junho 04, 2011

Recanto Acolhedor



No silêncio taciturno de cinéreos recantos
Pétreos, soturnos, de moribundo aspecto
Paira certa beleza de angélicos encantos
Dolente, acolhedor, e um solitário afeto...


Paira um Adeus, por estes céus eternizados
Que nos silêncios e nos cândidos momentos
Vertem prantos sutis, saudosos, alicerçados
No seio da paz, desses tristes monumentos...


Acompanha-nos a luz, de abençoada essência
Mesmo na angustia, na morte, e na dormência
Para os mais ansiados e sempiternos confortos...


E com os santos óleos que a paz fascinadora
Conduzir tu’alma, tristonha, erma, sofredora
Chegarás segura ao mais acolhedor dos portos...

Créditos da imagem:

quarta-feira, junho 01, 2011

Luzes da Alma

Nas luzes dos corações benditos
Das aspirações ansiadas ardentes
Vêm mundos gloriosos e os ritos
Vêm luzes lindas, frementes

Vêm luzes que emanam da alma
Vêm luzes de alma vibrante
Virtude formosa que exalta
Centelha formosa brilhante

Da natureza divina, celeste e amada
Dos mundos etéreos de amores imensos
Do ouro divino e de fonte sagrada
Da mirra, perfume, sonhos, incensos!

É quando poemas, os hinos e tantos
Na transcendência sagrada infinita
Florescem em luzes e lindos encantos
Na alma mais pura e bendita!

Quero agradecer a todos vocês que comentam no Vozes de Minha Alma! São vocês a minha maior motivação e alegria nesta jornada, são vocês Pérola de Grande valor.
Portanto, meu muito obrigado.
E aos amigos que não consigo enviar comentários, deixo um abraço afetuoso e minha estima de todo coração.
Sejam sempre Bem Vindos.