segunda-feira, outubro 31, 2011

A Torre de Babel

Pretende ser a  torre mais alta do mundo - Dubai
Das Conquistas!
Dos Acidentes!
Dos Negócios!
Das Máquinas!
Da Arrogância!
Da Tecnologia!
Das Privações!
Dos Milhões!
Do Dinheiro!
Do Egoísmo!
Do Sucesso!
Do Orgulho!
Da Loucura!
Da Empáfia!
Da Vaidade!
Do Capital!
Das Cifras!
Da Beleza!
Do Poder!
Da Inveja!
Do Ego!
Nosso!
Nós!
Eu!
!
...
..
.


terça-feira, outubro 25, 2011

Universo em Si


Habita em nós um universo vibrante, apaixonado,
A alma cintila nas energias, e a fonte é o coração.
O corpo desperta um dia, e à luta vai preparado,
Desponta num alvorecer, renasce com toda paixão.

Neste universo, e nesta alma vibrante; agraciada,
Em suas vastas cintilações das límpidas purezas;
Encontra-se o néctar da vida, nesta alma extasiada,
O néctar que vem de Deus e das místicas belezas.

Este universo andante e em todas as suas jornadas
Que outra alma encontra, em seu trôpego caminho
Conquistará sem lança, sem escudo, sem espadas!

Este universo andante, com a alma peregrinando
Vai embalado pela fonte e com as dádivas divinas
Uma força tão genial, noutro corpo compartilhando!

terça-feira, outubro 18, 2011

Versos Finais


Este ser, que me apraz, que me conduz,
Dos aromas de outono e as formosuras;
São os versos de um amor que me seduz,
Das volúpias, de seus beijos e as ternuras.

Junto aos versos, e as flores pelo chão,
Nos anseios deste amor tão memorável;
Com os encantos da mais linda afeição,
Flui um amor, ardoroso e incomparável!

Esta inspiração que transborda e me apetece,
Mantém a essência que não morre, não fenece;
Neste poema de amor, embebido com a paixão.

Mas trago nos enredos, loucos e amargurados,
Com dores vertidas, nestes sonhos tantalizados;
Todos os meus versos, finalizados no coração.


***

sábado, outubro 15, 2011

Flor Nirvanizada


Quando este lótus à noite desabrochar,
Quero estar junto a ti, no êxtase do amor.
Minh’alma te envolver, tu’alma acariciar,
Nirvana, sublimação, enlevo e esplendor!

Não quero perder nem um único segundo,
Dos sonhos de amor, divinos, neste altar.
Quero neste encanto, eterno e tão profundo,
Com afagos e os beijos, teu corpo acalentar.

Trago em minha mão, a doce afinidade
Hinos de amor, da luz e dos perfumes,
Sonhos, e mistérios, gozoso, felicidade!

Pois minh’alma, na tua vai transbordando
E como este lótus, das doces emanações
Será a tua flor com a noite desabrochando.


terça-feira, outubro 11, 2011

As Gárgulas



As gárgulas estão presentes, lá em cima
Observando, vigiando, não se importando
O tempo que for preciso, acima do altar!
Pois são tenebrosas, e diante dos santos
Estão imóveis, esperando o sino tocar...

Catedral gótica, centenária e majestosa
O que de mais belo há em toda Europa
Onde uma velha porta, antiga e formosa
Fechada com os ferrolhos e os bronzes
Esconde mitos, de uma vida pura e casta...

As rosáceas e ogivais refletem em matizes,
As luzes coloridas, reflexos de uma vida;
Segredos de séculos, dentro da grande nave
Construída com pedras, obras de um artista,
A bela catedral, sombria, sagrada e mística!

Onde na escuridão de seus sacros recintos
As luzes coloridas, os reflexos dessa vida
Atravessam os vitrais, guiando os benditos
Iluminando almas de um ar envelhecido,
Resquício de outrora, ritual do Santo Ofício

Celebrações, procissões e santificações
Ecoando nas penumbras da história...
In Memoriam, são fantasmas guardiões
Nos cantos e nas colunas deslumbrantes
Entoando cânticos, solenes de sua glória!

Tesouros ocultos, guardados a sete chaves,
Número da perfeição, atributo de Deus Pai
Dos mártires, de Cristo e dos Santos Anjos
Perfeição das perfeições atravessa o tempo
Silenciosa, altiva; sacrossanta e reverente.

A bela catedral, a guardiã infalível da fé,
Dos ritos, dos mistérios, segredos e sinal
Dos pedreiros, dos maçons, da santa Sé
E gárgulas obedientes, no alto da catedral
Observam os homens, silenciosamente...

As gárgulas estão presentes, lá em cima...
Aguardam o julgamento, dos seres racionais
Afastando os intrusos, que ousam profanar
Os mistérios, e os segredos, do sacrossanto,
Sepultados nas criptas, embaixo de um altar...



sábado, outubro 08, 2011

Monólogo da Psique


Há quem afirme que chegará um tempo, em que a vida como conhecemos não existirá, logo, muito menos o planeta terra... Nada subsistirá e cairemos no véu do esquecimento total. 
De nada mais, “nos lembraremos”. Nem de que existimos, nem de nossa vida terrena, nem de nada de nada... Tudo voltará a ser o que era antes dos primórdios do nada? 
Porém não podemos afirmar com certeza de que tudo isso seja a mais pura verdade. 
Muito do que cremos, é aceito pela nossa fé! Ao discorrer sobre a natureza de Deus e do Universo, os místicos do período Talmúdico afirmaram, em contraste com o transcendentalismo Bíblico, que "Deus é o lugar-morada do universo; mas o universo não é o lugar-morada de Deus". Possivelmente a designação ("lugar") para Deus, tão frequentemente encontrada na literatura Talmúdica-Midrashica, é devida a esta concepção, assim como Philo, ao comentar sobre Genesis Cap. 28, versículo 11 diz: "Deus é chamado 'ha makom' (המקום "o lugar") porque Deus abarca o universo, mas Ele próprio não é abarcado por nada" ("De Somniis," i. 11). Creio, porém, que nossa Consciência Individual, ou seja que definição queiramos dar, transcende além... Por isso, é que aqui estamos a divagar sobre os mistérios da nossa existência... Não quero ser precipitado em especular, mas ainda que esta galáxia seja engolida e destruída num imenso buraco negro, ou que o imenso universo desapareça, acredito que esta "substância imaterial" que nos guia, retornará ao TODO, PARA DEPOIS RESSURGIR EM OUTRO PLANO! Ela apenas ocupou o “pote”, o corpo físico que evoluiu e que deu fé de si... Ou seja, conscientizou-se de sua existência... 
Avadhutika Anandamitra Acarya em O Segredo da Mente, diz que a “Consciência Individual semelhante uma porção de água, existe dentro do oceano infinito da Consciência Cósmica”. Entendi nesse caso, que seria como se esta porção de água estivesse retida dentro do pote circundado por este oceano. A água no pote parece separada da água do oceano por causa da limitação física que os divide – a mente aprisionada no corpo físico. Mas quando o pote se rompe, as águas se misturam; assim é, que quando a mente é libertada e não existe nenhuma separação entre o interior e o exterior, a Consciência Individual se dissolve na Consciência Cósmica... Então livre de todas as amarras, mais além de toda vibração e dualidade, o Eu [o Ser imortal] realiza sua verdadeira glória – sem nome, sem semblante, imutável, sem princípio ou fim, a bem-aventurança infinita e a paz eterna, retornando para o TODO.

Corpo... Braços... Mãos...
Mãos... Pernas...
Corpo... Braços...

Levanta braços!

Corpo... Rosto...
(Máscara carnal!)

Queres dançar corpo?
Então dança!
Dança corpo, 
Dança sem parar!

Corpo...
Belo, esbelto, sarado,
Alto bonito e malhado!
(Ahh... mas que corpo!)
Senta corpo! 
Deita agora! 
Levanta já!

Estás com fome corpo?
Então come! 
Come até vomitar!

Queres beber meu corpo??
Bebe, então!
Mas bebe todas até se embriagar!

Queres defecar corpo?
Então manda lá!
Aproveita e urina até tudo acabar...

Queres fazer sexo, corpo?
Então aproveita já!
Enquanto o coração bombeia,
E o sangue corre nas veias,
Ejacula até findar!
Sentindo prazer bem fundo,
Viajando para outro mundo,
Até na glória chegar!

O que foi corpo?!
Estás fraco!! 
(Que houve meu Deus?!)
(Não estou entendendo...)

Não chora, corpo...
...Deixa o outro corpo te examinar...

...Calma corpo!
...Agüenta!
Deixa o outro corpo te olhar!
Deixa corpo! Deixaaaa!
O que foi corpo?
Levanta agora!
Acorda!
Obedece!

-Sou EU que estou ordenando!
-Sou EU que estou mandando!
Sou EU, tua Psique!

(... Estou fora...)
(... Vou embora...)
(... Para o outro lado de lá...)



Crédito das Imagens acima:
Google


quarta-feira, outubro 05, 2011

A Piedade


Em um beco qualquer
Decadente e imundo;
É assim noite e dia,
No cenário de outro mundo;
Onde vive a Miséria,
Marginal e Vagabundo...

Os sinos estão sempre a tocar,
Na imensa catedral...
Simbolizam uma voz!

Parece um último adeus,
Dos desejos sacrossantos
De um ser angelical...

Mas eis que surge,
Senhora Piedade!
Vem aos becos caminhar,
Vem aos becos mais imundos!

Como foi em Calcutá,
Vem aos pobres deste mundo.
Vem trazendo devagar,
Liberdade ao moribundo...

Vem com beijos, com delírios,
E no calor de suas mãos;
Estas almas consolar!


segunda-feira, outubro 03, 2011

Desenganada

 A poesia tem sede,
A poesia tem fome.
As flores murcharam,
A terra secou;
No sol causticante...


A poesia,
Quer água e quer alma;
Quer flores e fada.
Mas as palavras teimosas;
Não falam, não dizem nada!


A poesia está ferida
E sofre dilacerada!
E hoje ensangüentada,
Morrendo se esvaindo;
Poesia desenganada...