segunda-feira, janeiro 31, 2011

Agonia de uma Cruz

A dor que rasga, que atormenta e que tortura,
Que trucida meu corpo e minh’alma inferniza,
É a dor que me ilumina, é a chama obscura,
É a dor que não acaba, é a dor que me castiga!

Sinto a dormência, em meu peito magoado
Transpassado pela dor, em profundo sofrimento
Sinto tanta dor, em meu corpo alquebrado
Que em prantos eu procuro, sufocar este lamento

Então peço a Deus que me alivie, Ele me ouvirá?
Que afaste de mim esse cálice amargo!
Grito desesperado em vão, quem vai me salvar?

Pelo Vale da Sombra da Morte eu hei de passar
Só eu e mais ninguém, nessa dor infinita...
Passarei por ela sim! Quero, devo! Irei triunfar!


***

“Yaveh é meu pastor; nada me faltará.
Faz-me repousar em pastos verdejantes;
Conduz-me às águas de descanço.
Elle refrigera a minha alma,
Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo valle da sombra da morte,
Não receiarei mal algum, porque tu és commigo:
O teu cajado e o teu bordão, elles me confortam.
Deante de mim preparas uma mesa na presença dos meus inimigos;
Ungiste com oleo a minha cabeça; o meu calix transborda.
Unicamente a bondade e a misericórdia
me seguirão todos os dias da minha vida,
E habitarei na casa de Yaveh por longos dias”
(PSALMOS 23)
A
A BIBLIA SAGRADA
TRADUCÇÃO BRAZILEIRA
1927

Livro da Vida


Livro da vida, em meu Coração
Escrito com tinta Vermelha
Contém meus segredos
Mais ocultos e verdadeiros
Mas quem não tem um Livro
Escrito pelo Tempo da passagem da vida
Onde as horas são versos
Os dias são páginas
E os anos são capítulos
Onde cada aborrecimento, cada sofrimento
Nas páginas do Livro,
Borradas com lágrimas
Coloridas com sangue
Onde tudo que foi mal escrito,
Todo mal entendido
Pudesse apagar
Bem que gostaria
Mas não posso, não devo.
O que posso fazer é virar a página
Do Livro da Vida
E na seguinte estar
Escrevendo uma nova história
Pra novela continuar
E um dia terminar o enredo
Dessa história terrena, da divina comédia,
Da tragicomédia, de minha odisséia
Nesse mundo encerrar
Pra então fechar o Livro
E na Estante Divina
Esperar que um Grande Leitor
Observador e Justo
Possa minha história julgar...

As aparições de cada um (Cordel)

No dia 13 de Outubro, de 1917,
Ocorreu um caso real,
Com visões de forma celeste...

No Vilarejo de Fátima,
Em Terra Lusitana,
Aconteceu algo assombroso,
Até hoje ao mundo espanta.

Era um recanto sagrado,
Para o povo rezar;
Ninguém duvida que houve,
Visões de uma Santa falar...

Foi num dia chovoso,
Quando o sol no apogeu;
Igual disco achatado,
Cintilante apareceu.

Parecia um disco mutante,
Achatado e brilhante;
Perfeito bem contornado,
Mais lindo que um diamante.

Manobrando veloz e ligeiro,
As nuvens punha a rasgar;
Sinais estranhos no céu,
Já houve naquele lugar!

Três crianças pastoras,
Fizeram parte da história;
Os livros falaram da santa,
Aquela sublime Senhora.

E um contato com o Ser,
No final aconteceu;
A igreja romana julgou,
Milagre do Eterno Deus.

Chamada de Virgem Maria,
A igreja proclamou.
Jacinta, Lúcia e Francisco,
O trio famoso ficou.

Sempre na mesma hora,
Seis vezes apareceu;
Para as crianças pastoras,
Seis meses aconteceu!

Mensagens foram passadas,
Durante aquelas fases;
Porém a igreja tornou,
Segredo a sete chaves.

Alguns historiadores,
Afirmam sem duvidar;
Que o segredo revelado,
Era para se guardar.

Uns acham que era E.T.,
Mas em santa se tornou;
A igreja romana depressa,
Divindade transformou.

***
Um jovem vivia confuso,
Com tanta religião;
Não sabia se eram corretas,
Outras seitas de cristãos.

Em 21 de setembro, de 1823,
O jovem sozinho orou!
Sozinho e bem de noite,
À Deus com fé clamou.

Enquanto na cama orava,
Uma luz resplandeceu;
No interior de seu quarto,
Logo um anjo apareceu.

Tão lindo e brilhante,
O menino estremeceu;
“Não tema Joseph Smith”;
Disse o Ser vindo de Deus!

O anjo era tão lindo,
Que a vista ofuscava;
E o jovem americano,
Com medo se assombrava.

O personagem ficou,
De pé em pleno ar;
Flutuando assim ficou,
No solo não tocava.

O anjo se revelou,
Mensageiro do Eterno;
Não queria que Joseph Smith,
Se perdesse no inferno.

Apresentou-se ao moço,
Com o nome de Morôni;
Viera da parte de Deus,
Exaltar seu santo nome.

Disse ao rapaz,
Que havia escondido;
No monte Cumorá,
De Deus um santo livro.

Disse que o livro,
Continham revelações;
De um povo lá vivido,
Há muitas gerações.

Disse também que havia,
Duas pedras e um aro;
Chamadas Urim e Tumim,
Por Deus foi preparado.

Após essa conversa,
O ser se elevou;
Como raio em um duto,
A luz o acompanhou!

***
Essa história aconteceu,
Em 1984.
O dia eu não sei,
O mês foi o de Março.

Após sair do trem,
À noite, da estação,
Sozinho caminhava;
Quando tive uma visão!

Algumas pessoas na rua,
Ficaram impressionadas;
Diante do tal objeto,
Ficaram extasiadas!

O objeto era gigante;
Um colosso a pairar!
No céu bem estrelado;
Ficava a cintilar!

Parado e cintilante,
No céu assim ficou;
Com jeito de um sino,
O objeto se tornou.

Visão maravilhosa,
Tinha ainda um belo facho!
Parecendo uma lanterna,
De cabeça para baixo!

No céu ficou parado,
Imóvel e brilhante;
O objeto parecia,
Um sino bem gigante!

Algum tempo se passou,
E o objeto até então;
Parado em pleno ar,
Parecia um pião.

Nunca vi nada na terra,
Parecido com a visão;
Só sei que esse conto,
Já faz parte de um milhão.

Eis aí a minha história,
Também tive uma visão!
Talvez de outro mundo
Ou talvez uma ilusão !

Memórias de um Futuro


Em cada rio que seca
Em cada árvore arrancada
Em cada canto da serra
É a mata que agoniza

Em cada perfuração
No leito do mar sereno
Na mesa de um altar
Um corpo é oferenda

Quando o sol doer nas costas
Do homem sem direção
Quando se derem por conta
Da vida se lembrarão

Enquanto o tempo não vem
Nem chega o holocausto
A vida acaba aos poucos
Na areia do mar exausto

A terra, os campos, o céu
Sustém os sonhos febris
Delírios de um capital
Tornando alguém feliz

Enquanto o tempo não chega
Nem chega o fogo do sol
Solenemente aguardam
Concreto, cinza, e sheol*...

*A palavra sheol, de origem desconhecida, ins¬pirava terror, mas não correspondia a uma noção muito definida. Significa a vida re¬duzida e silenciosa, sem qualquer relação com Deus, vivida pelos mortos condenados por seu comportamento na terra. Este lugar de permanência situar-se-ia nas profunde¬zas da terra, onde os mortos descem para urna triste sobrevivência. Seu sofrimento é descrito como irremediável e como uma privação de tudo o que evoca, simbolica¬mente, a luz do sol. Sheol e Hades significam sepultura em grego e em hebraico, portanto são a mesma coisa.