sábado, fevereiro 12, 2011

Nos Recintos do Coração

 
No coração mais puro que possa existir
Tem um amor vertido por um alguém
Do amor mais puro que possa sentir
De amor sagrado que a vida sustém...

Sente o coração pulsando e tão devagar
Sente toda essa dor que à noite dizia
No silêncio notívago da alma a pensar
Do amor sublime que à alma nutria...

A Palavra mais doce que pudesse sentir
A Vida! Que já não era mais vida,
Em teu coração silente a ferir...

Em teus recintos ressurge uma prece!
Vagando nas horas, dos doces ensejos
No frio tumular, do amor que não perece!

*Imagem Google

Cálice de Absinto

Bebe! Do poema, cristalino adocicado!
E toma deste cálice o néctar do absinto...
Prova do poema perfumoso e desejado,
Nos aromas da essência que pressinto...

E num enlevo, sublime harmonioso
No aroma, tão angélico das rosas
Entoa um fado, romântico saudoso
De amor, de canções maravilhosas...

Nesse instante amoroso, delicado,
Que assim, dure nossa eternidade!
Num sonho, luminoso arrebatado
Do amor sublime, e total felicidade!

Nosso amor nos seduz, nos entorpece...
Transfigura! Os delírios vêm surgindo;
Nesse brinde em que um beijo apetece,
No instante, que a noite vem sorrindo...


“Absinto”, bebida destilada feito da erva Artemisia absinthium. Anis, funcho e por vezes outras ervas compõem a bebida. Ela foi criada e utilizada primeiramente como remédio pelo Dr. Pierre Ordinaire, médico francês que vivia em Couvet na Suíça por volta de 1792.[1]
É também conhecido popularmente de fada verde (La Fée Verte) em virtude de um suposto efeito alucinógeno.
Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Vincent van Gogh, Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec e Aleister Crowley eram adeptos da fada verde.