terça-feira, março 01, 2011

Prelúdio de Amor


Doce alma, flor dilacerada, alma pura...
É graça virginal, do amor e das belezas!
Meiga e solitária de silente formosura
Vai por entre sonhos e supremas realezas!

Linda e angelical, adornada com seus véus...
Musa delicada, graciosa, e junto às flores
Do aroma, da luz, dos luares, e dos céus
Dos prelúdios, sinfonias, cânticos, louvores...

Vive, no entanto, enfadonha amargura!
Por entre catedrais, dos delírios e visões...
Dentre o chorar, trêmulo da amargura,
Longe do amor, com as dores e aflições!

E no mais puro amor, que um dia feneceu,
Agraciado seja, o teu ser de amores vastos...
Pois venho com amor, do amor que é só teu
Para escutar, teus silêncios em meus braços...