sexta-feira, março 18, 2011

Meu Anjo...


Quando será que acharei o descanso
Neste chão de melancólicas imagens
Recanto de paz, tristonhas paisagens
Das dores, das angustias e o pranto?

Em vão busquei-te por outros portos
Por entre as dores e sôfregos martírios
Por entre as dores de insólitos delírios
No amontoado de escombros e corpos...

Com a morte no estupor navego
Nas congeladas magnólias enxergo
Entre catalépticas visões de um sonho...

Nestas rimas de púrpura desolada
Minh’alma febril, plangente, fatigada
Repousa enfim do estertor medonho...