segunda-feira, março 21, 2011

Amorosa e Santa

 No santo alvor que um raiar nascia
Teu ser imortal e de humana veia
Como que vingar de uma lua cheia
Como que surgida de tenra alegoria...

As letras imortais e sublime fantasia
Deram-te inspirações da serenidade
Para galgar na mais sutil felicidade
Que em tanto amor, com amor nutria...

Dos astros e muitas estrelas cobrindo
Do éter ao sonho e do amor tão lindo
E com a vibração que em ti verteu...

Foram do santo alvor e um luar envolto
Que teu ser angélico nas esferas solto
De estrelas plangentes o teu ser nasceu...

Minha homenagem à Florbela Espanca


Florbela Espanca, poetisa portuguesa, nasceu em Vila Viçosa, em 8 de Dezembro de 1894 em Matosinhos, e faleceu em 8 de Dezembro de 1930
Foi batizada com o nome Flor Bela Lobo .
Sua vida de trinta e seis anos de idade foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que soube transformar em poesia do mais alto requinte, e carregada de uma boa dose de erotização, feminilidade e panteísmo .
Acredito que para os padrões da época, Florbela já era uma mulher convicta de seus ideais, e para mim, estava na vanguarda dos ideários femininos, simbolizando um dos expoentes da literatura mundial.
No dia 8 de dezembro de 1930 às duas horas da manhã, dia do seu aniversário, Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”.

FONTES:
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/projtelecolab/tintalusa/
numerodois/tl3.html