quarta-feira, abril 13, 2011

Doce Esperança

Na doçura do olhar e com ternura
Esta alma, melancólica, singela
Feito um anjo de beleza e candura
É a graça lacerada, flor tão bela...

Imagino que belezas, que encantos
Que esta alma em total melancolia
Aparece com as flores e os mantos
Taciturna, que pranteia em agonia...

Que desejos incontidos, anjo triste,
Que te fere, que tortura, ou te enlaça
Que em tu’alma transfigura e resiste
Na visão amargurada que hoje passa...

Tudo isso são os trêmulos martírios
Sentimentos de uma fúlgida lembrança
Do amor sepultado com seus lírios
E consolo de uma vaga esperança...