domingo, abril 17, 2011

Um Visionário

Vagueio por entre os túmulos ermos
Por entre as dores, os ais e os conflitos...
Clamo aos céus de insondáveis termos
O seu amor, e a paz para os aflitos!

Diante de mim, um mundo amargurado...
Nesses clamores de cândidos momentos
Minha alma vai, meu corpo é sepultado
Na vã ingenuidade, de tolos sentimentos

Dos mais floridos e fúlgidos encantos,
A vida vai por caminhos florescendo
Gerando sonhos, de sonhos entre tantos!

Em meu caminho de místicas paisagens,
Peregrinando, em ânsia, arrebatado
Um visionário, do amor e das miragens...