segunda-feira, maio 02, 2011

Prece Amarga

Esta tarde fria, de um céu amortalhado
Ao mesmo tempo tristonha e merencória...
Vaga silente um réquiem, em memória
De um amor, em minh’alma já findado...

Um hino angélico ao largo, escuto...
Soluços de uma alma adormecida
Quando os sinos badalam em vida,
A envolver-me num profundo luto...

À tarde que como vela se apaga
Finda triste e cruelmente amarga,
Com rezas no céu de um espectro raro...

E eu que soluço nesta melancolia
Parece solidão que do céu irradia,
De um último adeus, e sepulcral amparo...