segunda-feira, maio 30, 2011

Enlevo Amoroso


Os olhos piedosos, tristonhos da escultura,
Da delicada forma, esculpida e entalhada;
São tão meigos, tão sublimes na sepultura,
Jazigo de um amor, duma flor abandonada.

Os mármores singelos dessa sepultura,
Evocam uma pureza, angelical e lutuosa.
Evocam uma agonia, e ais da desventura,
Agora jaz aqui, sem perfumes de uma rosa.

É que este amor que trago no coração,
Adentra tu’alma com rosas em comunhão;
No ardor silente dos prantos e meus gemidos.

Medito na plenitude do amor e dos anseios,
Dos sentimentos saudosos dos devaneios;
Que verto através desses mármores floridos.


Crédito da Imagem: Helena Schwonke
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De Francisco Antônio Vidal