segunda-feira, julho 04, 2011

Meu Filho


 Neste afeto de um amor profundo
Há em mim um sentimento embalado
É meu filho que ao chegar ao mundo
Dorme um sono lindo, feliz e abençoado

Meu filho que no berço dorme em carinhos
No aconchego de sua mãe feliz e agraciada
Há de experimentar, os amores e os espinhos
Do algoz, da vitória, do amigo ou da cilada

Nos braços amorosos de sua mãe enternecida
Sinto uma paz consoladora, neste misto de agonia
Com amor que tanto verto, com amor que lhe nutria

Dormes, no entanto, ó meu filho abençoado!
Não quero nem um segundo desatar em prantos!
Certamente reina um céu, te cobrindo de encantos...

***

Escrevi este poema ao ver o filho órfão, de um amigo, brincando sozinho na sala.
Enquanto observava o menino, senti a graça do aconchego de um lar, de uma mãe cuidadosa (que ali já não estava mais), e do pai que amorosamente o tomava nos braços e o embalava no berço.