sábado, julho 30, 2011

Cálice

Vou queimar todas as cartas de amor
Onde sou descrito como anjo mais lindo
Estou chorando, e alquebrado na dor
Coração sufocado, um amor sucumbindo

Adeus às cartas saudosas, perfumadas
Que de repente acabaram em triste ilusão
Nascidas do afeto, de histórias de fadas
Loucuras vertidas, de uma doce paixão

Adeus poesias, sonhos, amor, felicidade
Órfãos da inspiração, restando a saudade
Sem graça, sem encantamento, sem carinho

Pois as cartas que trocamos na ansiedade
Dos sonhos de amor dessa trágica realidade
É um brinde amargoso, neste cálice de vinho