terça-feira, agosto 23, 2011

Flor Carnal


Teus seios são como os frutos doces celestes
Teu corpo adormecido de flor desencantada
Transita em desejos devassos pelos ciprestes
No puro amor carnal, deleites da musa amada

Teu corpo lânguido, no leito do teu abrigo
Como tantas belezas nascidas de uma flor
És formosura, celeste que a Deus bendigo
Com as oferendas, com beijos e com amor

Ah! Mas, trêmulo, medito nos teus encantos
E em tua flor, de mistério gozoso humano
Nestes devassos segredos dos teus quebrantos

Tua nívea florescência, virginal e consagrada
Aflora em meus desejos, notívago, mundano
O aroma dos teus odores de rosa desabrochada