domingo, setembro 11, 2011

Sobrevida


Olho as veias de um coração...
Contemplo a sinuosidade delas
Feito rios a procurar caminhos,
Visto dos altos céus...

Parecem os rios da vida
Quais traços marcando uma trajetória
Desembocando neste coração
Apaixonado e transbordante...

Esses rios e seus afluentes
Carregam histórias tristonhas...
E ainda carregam o lixo tóxico
Perigoso, contaminado
Mortífero, medonho
Que neles se infiltraram
E ameaçam calar um sonho...

Carregam em suas correntezas
Os tormentos
Que sangram num corpo ferido.

Até quando este corpo usufruirá
Em seu todo, e terá forças
Para absorver toda essas torrentes?

Só sei que este coração resiste
E de uma coisa ainda sei...

A vida não será para sempre.
Penso que nessa vida restante
O amor que devotei a ela
Será a comporta, que se abrirá,
Para um último encontro!