quarta-feira, setembro 14, 2011

Bendito Fruto


Este líquido estranho
Que escorre nesta taça
Desta alma apaixonada
Que molha estes lábios
Que mata esta sede
Que alegra e extasia
E que sacia o coração...

É o néctar de uma flor
Concebida pelos deuses
Nas encostas de uma montanha
Talvez Baco, talvez Zeus
Quimeras de tanto Amor
Do doce fruto da vide
Tinto, Rosa ou Champanha

Pois quando na solidão
Nos goles que me sorvia
Embalando-me em sono
Em sonhos e alegrias
Era uma falsa ilusão
Na taça que me servias