segunda-feira, agosto 20, 2012

Sonho Cativo

Ou Poesia Brega...




Carrego um segredo oculto, sofredor e verdadeiro,
Como um amante perdido, pela noite, mergulhado;
Numa intensa paixão, ao mesmo tempo prisioneiro,
Por este amor oculto, e um desejo enclausurado...

Em meu sonho há um jardim, tristonho e desolado.
É um segredo cruel e silente, dum fogo alvissareiro,
Fazendo viver um amor, tão sofrível e amargurado;
Como um espinho na carne, doloroso e verdadeiro...

Eis que este amor, tão intenso quanto profundo,
Minha desventura, o meu sonho, uma quimera;
É o meu triste viver, pois dum sonho é oriundo,
Nesta via dolorosa, que alucina e me encarcera...

E assim quando vem a noite, refém serei do tédio...
Sonharei com aqueles lábios, suaves a me beijar,
Com beijos ardentes, feito um balsâmico remédio;
Fazendo nascer em mim, o desejo de lhe tocar.

E neste sonho feliz, com a amada do meu segredo,
Parece que sinto seu corpo, faminto se entregar.
Pois seu vulto atrás da cortina, figura deste enredo,
Ascende aos meus desejos, como ao céu pudesse chegar.


sábado, agosto 11, 2012

Antes de Qualquer Coisa...


Pai...

Antes que cale minha voz
Quero a ti confessar...
Que nunca é tarde demais
Um beijo, um abraço lhe dar!

Não quero deixar um segundo,
Perder-se sem nada falar...

E antes que o dia acabe
Quero um nó apertado,
De minh’alma p’ra sempre livrar...
E desate, com todos os prantos
P’ra minh’alma contigo estar...

E se a ti eu hoje abraçar,
E dizer o quanto te amo
Mesmo que as diferenças;
Venha a nos separar,

Que seja esse dia então,
O mais puro ou mais terno do ano!
E que este nó preso em minha garganta
Desate num pranto sereno,
Para a alma quem sabe lavar...