quinta-feira, setembro 20, 2012

Contágio


Na liberdade de expressão, o circo pega fogo!
Muitos querem que o circo queime literalmente. O nosso circo do dia a dia.
Assim é que, com toda a polêmica envolvendo radicais religiosos do mundo inteiro, mais os intelectuais do politicamente incerto, já não bastava um filme de péssima qualidade para jogar mais combustível na fogueira das insanidades.
Não bastava a caricatura de um ícone do islamismo, o profeta Mohammed.
Não, não bastava.
Os provocadores usando da premissa de que vivem em território onde pode tudo e tudo pode, insurgiram-se contra o bom senso e a razão que dizem possuir e resolveram apelar para o egocentrismo que, em nome da liberdade, fraternidade e igualdade, mas também em nome de preconceitos, ódio, intolerância e CIFRÕES (do árabe Cifr), constroem uma canaleta por onde mais sangue vai escorrer...
Eles sabem disso... Quando digo eles, são eles mesmos...

                                                          
Contágio

Mora no coração humano
Um verme, um parasita.
Que se alimenta da...
Insanidade,
Da ingenuidade;
Do fanatismo;
Da malícia,
Da perversidade,
Das mentiras...

E defeca depois,
A mais pura maldade...
Em atitudes,
Em palavras;
Nos falsos conceitos,
De sua liberdade!

Este verme destruidor,
E predador;
Voraz e aniquilador;
Quer destruir as mentes
Manifestando-se
Em arrogância, em soberba;
Em altivez; em raiva e ódio,
Em preconceitos, no racismo;
Na insolência...

Numa falha ou numa brecha,
Do coração contaminado,

Pode ocorrer que,
Este ser (in) desejado,

E com uma boa dose de Amor
De prudência, sensatez,
Coerência, mais serenidade,

Possa ser contagiado.
Sendo então enfraquecido,
Podendo então ser destruído;
Expurgado!
E do coração,
Momentaneamente extirpado...

terça-feira, setembro 04, 2012

Fruto da Alma


Nesta fria tarde, ao som duma Ave-Maria,
O badalar dos sinos, parece uma canção.
Um canto choroso, e uma triste desolação,
Sussurra nesta alma, saudosa melancolia!

Senti tua ausência, e que tanto me acalentou,
Nas letras do poema e o amor que não morreu.
Agora com a lembrança do amor que foi só teu,
E uma lágrima vertida por quem tanto te amou.

Hoje esta tarde desperta um sofrimento,
Trazendo um dissabor, agora este lamento;
E esta Ave-Maria parecendo triste cortejo!

Chegara n’alma, enfim, este dia indesejado,
Um sonho interrompido, fim de nosso legado;
Aquilo que nos uniu, e fruto de nosso desejo!



*Virgínia - Pintura de Miguel Avataneo