quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Carpe Diem

(Pra não dizer que não falei das flores)
Dança esta alma à luz dos olhares
No crepitar de brasas dum fogo aceso
A emoção dá-lhe vida, a vida dá-lhe enredo
Sem rumo, sem céu, e à deriva por mares...

Emoções vagam em seus pensamentos
Pensamentos todos e os mais devassos
Que nesta alma aflita e sem os abraços
Escondem medos, temores e os tormentos

Subitamente, numa grande panacéia
Em seus devaneios abstratos duma idéia,
Tão mortais, que n’alma lhe sorriem

Arranca de sua alma as fontes nebulosas
E acha nessas fontes as graças prodigiosas
E em lágrimas diz para si: Carpe Diem!


“Por volta de 1997 começou com outra sensação estranha em sua cabeça. Não sabia se era uma piora da sensação anterior ou se era outra diferente. Uma sensação de descarga elétrica com o barulho característico de um curto circuito, zzzzzzzzzzzzzzzzz. Na época colocava suas mãos na parede ou no chão de cerâmica para descarregar, pois achava que poderia estar com muita energia acumulada. Outra sensação ruim lhe afligia naquela época e perdura até os dias de hoje, certa pressão na cabeça, que é diferente de uma dor de cabeça.” 
A. Santos


Um depoimento de Entendendo a Esquizofrenia.