terça-feira, fevereiro 07, 2012

Até Quando?


Ficarás nesta tua cândida meiguice
Nos teus sentimentos, em tua inglória?
Sinto tua angustia, sinto quanto é triste
Tua sina, teu enredo, e tua história...

Se o teu algoz, com castigos, com tormentos
Conduz-te, para o matadouro, nesta aflição
Tu choras angustiada, tu choras teus tormentos
Tu choras pelas sombras, de lágrimas em vão

Mas bem sei por que, ó vida soluçante!
Flor reclusa, dos reveses, íntimos, latentes...
Até quando, mártir, sofredora, lacerante,
Vais sangrar, vai gritar, ou para sempre?

Só sei que na obscura noite do teu leito
Quando a tua alma sufocada vai refém
Quando tuas lágrimas descem ao peito
Virá a salvação, do algoz que te detém?

É assim que eu te sinto, erma, sofredora!
Frágil, insegura, dilacerada, nesta agonia...
Clamando, com uma prece redentora,
Que há de te salvar, das mãos da alma fria!

É nas dores, dos teus soluços amargos
De choro, ais, em contorções nas noites
Que nos martírios, vorazes, e letargos
Teu sangue jorra em cálices de açoites...


As mulheres são as que correm maiores riscos de sofrer violência em ambientes domésticos e familiares e,
segundo as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS),
uma em cada quatro mulheres é vítima de abusos sexuais cometidos por seu parceiro ao longo da vida.
O "Relatório Mundial sobre Violência e Saúde", publicado hoje, quinta-feira, pela OMS,
afirma que quase metade das mulheres que morrem por homicídio é assassinada por
seus maridos ou parceiros atuais ou anteriores, uma porcentagem que se eleva a 70 por cento em alguns países.
A violência entre casais inclui atos de agressão física, assédio psicológico,
atos sexuais forçados e diversos tipos de comportamento,
como isolar uma pessoa de sua família e amigos ou restringir seu acesso a informação ou ajuda.