terça-feira, fevereiro 14, 2012

Desconexão

Há de chegar um momento em que a solidão será banida...

Dizem que para isso,
É preciso desligar o computador...
Para que tantas informações, disseram,
Se a vida é passageira, curta,
E muita coisa será deletada?
São milhares de informações
Downloads e tantos programas,
Discografias aos montões.
Enciclopédias, imagens,
E um universo dentro de casa...

Será que haverá tempo suficiente
Para baixar mais tantos gigas,
Se a vida é curta e nem tudo será usado?
E ainda que haja tantas redes sociais querendo te conectar;
Ainda existe uma real e anterior a essas.
–Um mundo lá fora!
Um mundo carente de um ato de Amor.

Porém,
Sabemos que logo iremos nos decepcionar...
Pois mentira, difamação, calúnia e
Falso testemunho são papéis a desempenhar,
E de quem menos imaginamos!

E se acharmos que somos o supra-sumo da humanidade,
Saibamos que sucumbiremos ao pó,
Igualzinho aos outros.
Pois quando somos avaliados por outros,
Também não somos nada,
Do que queremos aparentar.

De qualquer maneira,
Obrigo-me a ver dessa maneira;
Pois ao tirar os óculos de narciso,
E num lampejo de equilíbrio;
Revejo meus procedimentos.
Busco aceitar e fazer parte de cada cena,
Que arrisco na peça A Vida;
E fingir que ela vale a pena.
Ou serão esses procedimentos,
Uma tecnologia humana,
Ultrapassada e obsoleta?

Inspirado no poema Vida 2.0 (Um esboço)
do Bardo