sexta-feira, março 30, 2012

Flor Essência


É na doçura e no silêncio em que a noite se achega,
Que uma linda Flor vem ofegante, e está sorrindo!
A noite acolhe um beijo, minh’alma ardente chega,
Assim com tantos sussurros, e suas pétalas abrindo!

E eis que todo desejo por esta Flor, pura, venerada,
Ao mesmo tempo, carinhosa, erma, tão melindrosa;
No corpo da pura essência, fina Flor, tão delicada,
São todos desejos ocultos, por esta alma vaporosa!

Ah... Minha Flor angelical, tão formosa e exigente!
Trago nos cânticos, a paixão, a ternura e os vinhos,
Para aplacar este deserto, bárbaro, seco, inclemente;
Carente de amor, do teu frescor, dos teus carinhos!

Estás assim luminosa, cheia de beleza, de toda graça,
Evocando tuas virtudes, e como num enlevo nupcial;
Em doces tons rosados, como o vinho em uma taça,
Provo em teus lábios a essência, do amor primordial!

Sinto o sabor deste néctar, a escorrer em minha boca,
Feito um doce, dos mais suaves, de sagrada essência;
De beijos dados, que nesta veemência, insana e louca,
Dos céus é o gozo, das estrelas é a máxima ardência!

Neste ato celestino, onde a chama feito sarça ardente,
Do amor enclausurado, faminto, sofredor e passional;
Liberta todo desejo, tresloucado, insano e finalmente,
Fecunda, na essência desta Flor, doce fruto, angelical!