segunda-feira, abril 30, 2012

Flor da Ilusão




Donde vieste tu, que nos mistérios da lúxuria
Tão voluptuosa e insinuante em teus atributos,
Maravilhando os olhos, despertando em fúria,
Dentre suaves canções, e teus dotados frutos?

Esta tua carne abundante, graciosa, aveludada
Que aos olhos da cobiça, e do desejo fremente,
Felinamente insinuando, vaporosa e delicada,
Parece a serpente, dançando a dança do ventre!

Ah! Mas as sensações sutis, loucas e ardentes
Provocadas pelas convulsões destes anseios,
Fluem em sensualismo, de lúbricos frementes,
Despertados por esta dança de tantos volteios!

És tu a flor duma ilusão, talvez uma flor carente
Vinda de um amor fenecido, de um pobre artista,
Despertando paixões ingênuas, desdenhosamente,
Flor de um pecado oculto, imperdoável, fatalista!