sábado, maio 26, 2012

Orgia dos Deuses


Deuses! Que tão felizes, poderosos e replicantes!
Que adornam altares, nos templos e tantos vários,
Dos sonhos exuberantes, sensuais e fascinantes
Deuses brincalhões, iracundos, tão sanguinários!

Deuses! Nos ais desta dor, que parece um castigo
Que embalam nossos sonhos numa luz que irradia
Eram vós como a chama duma esperança, e abrigo
Era como via em vós, quando em dores de agonia!

São todos os sonhos cultivados em nosso jardim
Que florescem num mundo de utopia e almejados
São os sentimentos pueris, ingênuos que há mim
Que permeiam nestes sonhos, infantis, alucinados!

Vinde para esta vida, das luzes doces frementes!
Olhai esta seara, das terras estéreis, abandonadas,
De amores encerrados, fenecidos e transcendentes,
Vinde ver esta terra d’almas pobres e desgraçadas!

Às vezes em minh’alma, este amor que me apetece
Pulsa em meu coração por um mundo que tanto luto
Talvez sejam inspirações, sublime que mais parece
As Bem-Aventuranças de um amor que tanto escuto!