segunda-feira, outubro 08, 2012

Esfinge


Solene, tu observas uma caravana passar... 
Do alto de teu semblante, divino e ostentoso,
Que o tempo teimoso ainda ousa escavar,
E deste enigmático olhar, divino e tenebroso...

Certo ar de mistério aterrador, te faz majestosa...
Quem desvenda o mistério de teu distante olhar?
Óh quimera de míticos deuses, de Tebas gloriosa,
E de um segredo oculto, de séculos a desvendar!

Tu passaste quase intacta pelos bacanais faraônicos,

E nas lembranças da praga furiosa cair sobre o povo;
Que tu indiferente, presenciaste dos deuses atônitos, 
Vendo cair ao Nilo, com mortandade, sangue e fogo! 

Tu observas vidas atravessando, em dores e agonias,
Os amores, as guerras, o auge, o declínio e má sorte... 
Não fingiste, porém, quando eras tu naqueles dias, 
A protetora e guardiã dos filhos, da vida e da morte! 


A mais popular esfinge brasileira é a Pedra da Gávea, localizada no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara. No alto de uma montanha granítica, está um ser, cujo corpo bovino ostenta uma colossal cabeça humana. Alguns acreditam que seja uma formação natural, outros acham que é obra de seres humanos em tempo remoto.
A Esfinge brasileira esconde segredos indecifráveis. Muitos dos seus mitos ainda são especulações. Mas a esfinge brasileira oculta muito segredos que cativa os visitantes. Qual a chave para decifrá-los?
No século passado encontrou-se nas paredes da montanha uma série de riscos que alguns estudiosos interpretaram como uma antiga inscrição. Alguns atribuiram-na aos fenícios, povos navegantes do Mediterrâneo, que acidentalmente chegaram às costas do Brasil, antes que Pedro Álvares Cabral.