quinta-feira, novembro 01, 2012

Poema Ferido


Pesaroso, aflitivo, e nas sendas do meu destino 
Escrevo no livro da vida, amargo, sem esperança 
As letras desajustadas, sem rumo, um desatino 
Que usurpa e subverte, a graça de nossa criança 

Degusto o vinho amargo, impuro, acre, azedo 
De uma vide apodrecida que hoje causa repulsa 
Outrora doce esperança, e agora um arremedo 
Sinistro da minha visão, da alma triste convulsa 

Quanto mais de sangue, ainda será deitado 
Para que a esperança, do sonho deste legado, 
Sepulte toda virtude, restante e enfraquecida? 

É neste triste enredo, macabro de nossa história 
Da nossa dignidade, e tornando em luta inglória, 
Que o mote é sangue deitado, da alma justa, ferida.



Infelizmente, nem só de flores viverá o poeta... 
Porém as flores serão as últimas para aqueles que tiveram a vida abreviada por um trágico destino. 
Quando é que teremos Paz? 
Até quando viveremos rendidos ao terror propagado por humanos que não se contentam em apenas subtrair o dinheiro, ou um pertence da vítima? 
Eles matam, roubam e destroem uma vida que com sacrifício lutou para conquistar um bem. Estamos numa guerra tão destrutiva e sangrenta quanto aquelas promovidas pelo Jihad, pelos cartéis do México, ou pelos ataques suicidas dos extremistas, onde inocentes tem suas vidas ceifadas covardemente. Não poupam nem a mais sofrida das velhinhas... Até quando? No caso brasileiro, a situação vem de longe e é tão complexa quanto à de outros países. Não sou expert em questões sociais, terreno onde os intelectuais trafegam com tanta desenvoltura. Apenas externo aqui meus sentimentos, como o de qualquer outro cidadão deste país e desta cidade... 
Uma onda de ataques contra agentes da lei, civis, e até mesmo disputas de territórios por gangues rivais está ceifando vidas como nunca fora visto! Por outro lado, policiais travam uma guerra contra essas facções. Nem mesmo na época da ditadura militar, se via tamanha violência. Os terroristas da democracia queimam ônibus, atiram em postos policiais, impõem toque de recolher, torturam oponentes, assassinam jornalista (Tim Lopes), e a população fica a mercê de tudo isso.
O governo ao não votar a reforma do código penal, para dar suporte e respaldo ao Executivo, mostra fraqueza. É fraco quando não trabalha para criar leis que sejam adequadas, pois basta ver a situação dos presídios para constatar que é de lá onde a criminalidade faz seu aprendizado... O que temos são leis ultrapassadas que só faziam sentido no inicio do século XX. 
Creio que esta cruzada será longa, e infelizmente a meu ver, cobrará um preço muito alto!