quinta-feira, janeiro 31, 2013

Lua Dolorosa


Lua, das luzes imortais, maravilhosas, 
Dos plenilúnios inefáveis, sonolentos; 
Dos sonhos, devaneios, dos tormentos, 
Das brumas, dos notívagos, das rosas... 

Lua, que à noite vai a taciturnas mágoas, 
Mágoas de amor, e plangente nostalgia; 
Do amor distante, dos encantos e magia,
Parece-me sussurro, monótono das águas.

São estas sutis palpitações, que da lua vem, 
Com as ânsias dos momentos mais saudosos; 
Ecoando pela alma, e este amor a ti também... 

Em ais de dor, em gemidos dum açoite, 
Carrego este amor, desvairado, e louco; 
Sob a luz deste luar, e um fado esta noite...