sábado, julho 13, 2013

Floresta Morta


Eis que uma réstia de luz primaveril
Numa floresta morta, penetra suave. 
Adentra-lhe em profundidade, sutil, 
Com a perfeição, mecânica da chave... 

Abre os caminhos, essa luz suavizada, 
Delicada fonte de amor, pura, natural! 
Como a alma, num corpo, agasalhada, 
Toca-lhe o seio frio, mas doce, angelical... 

Sob o negro manto, quem sabe u’a porta, 
Uma passagem da dormência para a vida, 
Passagem das feras, nesta floresta morta... 

Oh, bem-vinda luz, que rasga a escuridão, 
Desabrocha a volúpia, clâmide esquecida, 
Fonte da centelha mágica, e nossa ilusão...