domingo, setembro 29, 2013

A Noiva do Altar


Mas eis que em chegado o momento
Numa alcova, felizes – hoje radiantes,
Enfim, sós – e os dois corpos arfantes,
Esfregam-se em frenético movimento...

A noiva do altar, solene, e decorosa,
Por entre beijos, lânguidos, calientes;
Desabrocha em toques sutis, ardentes,
Feito um botão, delicado de uma rosa...

A musa do altar, sacrossanta, nua,
Rompia o véu dos segredos de amor
Junto com a noite, tão somente sua!

A mística encarnação, santa e gótica,
De delicada noiva, pura, imaculada,
Era uma ilusão, esplêndida de óptica!