segunda-feira, outubro 19, 2015

Infinitude


O caos da matéria no vasto infinito arde,
Em estrelas cintilantes no etéreo divino;
Explosões que abundam na imensidade,
Nos ardentes desejos do eterno destino...

Tamanha visão é este caos atordoante,
Que das nebulosas emitem um fogo halo;
Dão-me pesadelo, quero gritar ofegante,
Suplico acordar, imploro a Deus, não calo!

Misteriosa vastidão do ad infinitum veste,
Tênue penumbra que a matéria esconde,
Morrem as estrelas, está em luto o espaço...

Mistérios a vagar com a solidão celeste,
Enclausurados em meus pensamentos,
Aturdido acordo de vez, a cada dia renasço...